Desejaria não ter crescido, algumas vezes.
Bate uma sensação tão estranha, como se nada fizesse sentido por mais que eu quisesse. Talvez eu esteja precisando de novidades, experiências. Aconteceram tantas mudanças, nem me reconheço mais.
Quem sou? O que desejo? Sou real?
Acúmulos vazios, inúteis, impulsivos... Há tanta saudade rondando minha mente que é difícil entender até onde existe algum suporte capaz de aguentar toda essa bagunça.
Palavras, suspiros e virgulas compõem essa melodia de incertezas e dúvidas
Pressão e impaciência trazem consequências nem um pouco desejadas
E a melodia continua a tocar cada vez mais alta
Como se os devaneios...
Fossem inevitáveis a ponto de que um recomeço precisasse acontecer com mais urgência do que um conserto.
Mas, se o pensamento é de que não há possibilidades de me recompor, torna-me alguém diferente, não se engane. Há sempre a luz que me guia, aquela força maior que nenhuma cultura ou religião vai mudar os meus ideais, minha força e capacidade. Minha força está no além, no metafísico, na incoerência e na pergunta. Todos os meios são corretos, depende de qual for o caminho desejado.