Ouvi hoje uma música na aula de filosofia chamada METADE - Oswaldo Montenegro
Talvez ela se encaixe quase perfeitamente em mim. As palavras dele me tocaram profundamente.
Meu mundo vai desmoronando novamente, volto a não sentir nada, ou tentar não sentir para não sangrar... Mas é inevitável.
Estou fraca, descontrolada. Gotas rolam até cairem na minha roupa suja.
Certa vez, uma menina pensava que tinha uma família feliz. Era apaixoanda pelo pai, era seu herói, sua mãe era uma imagem distante, porém importate. De repente ela acordou, e viu que tudo que sempre imaginara era apenas invenção de sua mente para não sofrer.
Passou se algum tempo e começou a ver sua família a sofrer, discutir, brigar, todos os finais de semana, todos os dias. E era proibida de sair de casa, de ter amigos, apenas amigas. Ela começa a observar a vida de outra forma, atras de amigos, e acredita ter muitos, por sinal, e acaba se destruindo acreditando tanto nas pessoas.
Quando se apaixonou pela primeira vez, apenas se ferrou, apenas sofreu, apenas tentou acreditar. Quando gostou de alguém, novamente, nem foi em frente, por medo de sofrer de novo.
Sua família começou a se destruir, a ser uma mentira, seus sentimentos também. Como confiar em algo?
Começou a ter amigos de verdade, e se afastou deles por medo. Como acreditar?
E foi se isolando, e se isolando, sem sair de casa, sem falar com família, amigos, nem consigo própria. Passava o dia dormindo e pensando, nem comer era necessário. Como viver?
Viveu assim por um ano. E não se arrependeu do que viveu.
Agora os anos passam sempre iguais, sem sal, desagradáveis, cheios de chantagens emocionais, mentiras e problemas.
Qual seria o final disso tudo?