A Lei da atração.

Ontem observei demasiadamente a Lua, e ela estava extremamente bela!

Estava eu, caminhando anoite para voltar a minha humilde residência depois de uma hora de atividade física, e um cachorro de rua começa a latir para mim. Considerei estranho, mas nem liguei. Com o tempo percebi que ele estava me seguindo.

Aonde eu ia, ele ia. E quando virava a esquina na minha frente me esperava para poder ir caminhando...

Realmente foi algo surpreendemente estranho. Não esperava que me seguisse até a metade do meu caminho. Parecia que me vigiava. Mas quando ele parou de me seguir nem me importei, e comecei a refletir comigo mesma coisas que sempre penso sempre para o lado ruim.

"Por que sempre atraio gente ruim?" "Só coisa estranha vem para mim?!"

Só que decidi refletir de novo. Sim, sim eu sempre estive errada. Não é que eu sempre atraio coisas ruins. O problema mesmo é que eu atraio sempre qualquer coisa. Não estou dizendo que sou algo atraente necessáriamente, mas posso ser como um imã. As pessoas me vêem e sei que me observam, e eu não dou bola a ninguém, sempre trago uma má fama de snoob.

Mas na realidade é que eu sou autista. Quero só meu mundo e é isso, e o que vem de fora eu sempre recuso automaticamente. E é isso que relatei. Atraio as coisas com muita facilidade, mas trago sempre obstáculos quase impossíveis de serem ultrapassados. Logo desistem. Então eu só percebo quando aparece um corpo estranho e diferente e mais persistente no meu caminho, mas consigo barra-lo também. Comecei a pensar diferente, afinal, eu atraio as coisas, não posso fugir disto, e não posso pensar apenas pelo lado ruim, devo pensar pelo lado bom. Vejo que sou algo curioso, misterioso e chamativo. Pena que gostaria de ser diferente.

Mas decidi depois disso não levar as coisas tão a sério, afinal de contas, isso só me trará coisas ruins. E é claro, a Lua deve ter me inspirado, dialogado comigo com seu explendor magnífico.

Óh Lua, por que não tenho um brilho igual ao teu?


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 Clarice Lispector

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.