As mudanças estão sempre aqui. As dúvidas, as mágoas, a tristeza, a angústia também.
Mas afinal, eu sou feita apenas disto?
Volto a não sentir tantos sentimentos, parece tudo incompleto, desorganizado, mau feito.
Observo desconhecidos a volta, ou conhecidos. Tanto faz. A felicidade é enorme, o sentimento de amor é totalmente visível.
E o que acontece aqui? Do lado esquerdo do meu peito? Apenas batidas constantes parar continuar sobrevivendo.
Acordo cedo, olho para os lados, e vejo que estou só. Sempre estou só, mesmo perto de todos. É como se não houvesse mudança. Mas há mudança, em tudo que se refere a mim. Sempre me olho e vejo que estou mudando, estou sendo cada vez mais o que não gostaria de ser.
Não ajo da forma que gostaria. Poderia ter feito tantas coisas, e me manti aqui, calada. Por que? Por querer reprimir os últimos sentimentos que me faltam. Sou calada, e isso dói, corrói internamente.
O que seria amar alguém? Tenho dúvidas, me dão respostas, mas elas não são completas. Acho que tal sentimento é surreal na verdade.
Passo horas pensando, em toda a minha vida, em tudo que fiz. Olho, e penso em tudo que as pessoas a minha volta fizeram. Sinceramente não me sinto feliz com nenhum dos dois. Sinto cada vez mais tristeza, pela ação alheia e minha.
Odeio olhar para você e me deixar totalmente em dúvida de tudo. Lembrar tantas coisas que eu não precisava lembrar, porque poderiam simplismente não ter acontecido, mas você as fez acontecer. Sinto uma dor enorme. Isso me faz perder tanto tempo da minha vida, pensando se deveria viver com isto ou não. Desejaria que não.
Sinto-me tão infeliz comigo mesma. A aparência externa é horripilante, e a interna pior ainda. Sou um espelho de dois lados, em que, cada um reflete maior a minha angústia.
Gostaria de respirar. Queria respirar. Quero respirar. Quero olhar pela janela, ver o pôr do sol e respirar, passar horas e ver as estrelas, com a brisa em meu rosto conseguindo respirar.
As vezes desejo coisas impossíveis demais.
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